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domingo, 25 de julho de 2010

Educação


Excelente filme da diretora dinamarquesa Lone Scherfig, que com muita sensibilidade e inteligência nos coloca um tema tão atual apesar da história se passar na Inglaterra dos anos 60. Nesta produção inglesa de 2009 podemos rever a talentosa Emma Thompson muito bem acompanhada de outros atores de mesmo porte(Dominic Cooper, Cara Seymor, Peter Sarsgaard, Alfred Molina, Olivia Willians). A fotografia do filme dá o ar romântico da época e faz deste um presente aos olhos mais apurados.
A inteligência mordaz da protagonista, interpretada pela inspirada Carey Mulligan, desafia os valores e padrões da época. Nela , a errância tão típica da adolescência ganha apoio dos pais que por ingenuidade se deixam seduzir pelo eloquente e misterioso pretendente de Jenny.

Débora

Eu acrescentaria o seguinte: fiquei surpreso com este filme, não esperava algo tão bom. Uma história simples e muito bem contada. A fotografia do filme me fascinou bastante também. Pelo cartaz acima já dá pra ter uma noção. As cores dessaturadas nos remetem à Inglaterra dos anos 60. Ótimos atores também. Nota 10!

Roberto

domingo, 24 de janeiro de 2010

A Partida


Filme japonês do diretor Yajiro Takita que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. A história de um músico (violoncelista) residente em Tóquio, que volta para sua cidade natal (Yamagata) após ficar desempregado. Por meio de um anúncio de jornal, consegue emprego numa agência funerária. Apesar dos embaraços iniciais, o personagem vai aos poucos aprendendo e admirando sua nova profissão. Uma vocação descoberta por acaso. Uma profissão que exige muita delicadeza, pois lida com a morte, familiares, sentimentos e lembraças próprias. O ritual de acomodação do morto também é de uma beleza e delicadeza impressionantes. O diretor consegue passar toda a carga de emoção e plasticidade do ato de acomodar os que se despedem. O ritual e a interação que existe entre os personagens da história durante o ritual cria imagens de rara beleza e composição. Enfim, um filme para, realmente, se assistir e contemplar, calado, como se estivesse no próprio local observando o protagonista preparar o morto. Serve de inspiração para compreendermos que nossas profissões, quando exercidas com paixão e dedicação, representam arte e rituais também.

Postagem de 22/6/2009 por Roberto Mogami

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A Troca


Outro belíssimo filme de Clint Eastwood que passou nos cinemas no ano anterior e não pude assistir. Ainda bem que existe o DVD.
Na minha humilde opinião Clint Eastwood é um dos melhores diretores americanos em atividade. Nos seus filmes não há excessos, modismos, elocubrações etc. Os filmes tocam o espectador pela sutileza com que os temas são abordados, pela imparcialidade com que o diretor filma, pela capacidade de mesclar diversos assuntos polêmicos e atuais numa história simples, de raízes americanas e que evolui sem que percebamos o turbilhão de interconexões que vão se formando. É fantástico. O que emociona em seus filmes são os pequenos detalhes, muitas vezes imagens que transmitem o que diversas páginas de um livro não seriam capaz de descrever. A cena em que a protagonista procura pelo filho que sumiu de casa é de uma sensibilidade muito grande. Ela abre a porta da geladeira e um sanduíche na prateleira está intocado. O advogado que assume a causa da protagonista gratuitamente e ganha como bônus uma propaganda enorme pela repercussão do caso (isto não é abordado no filme, mas conclui-se pelo que aconteceu e passa-se a entender porque ele não quis honorários); o pastor tradicionalista que assume como uma missão ajudar a personagem principal. A descrição da época, década de 20, pelas imagens é sensacional. A recriação do modo de vida das pessoas e os pensamentos que predominavam na época é muito instigante.
Mais uma vez ele dá um show, assim como aconteceu em Cartas de Iwo Jima/Conquista da Honra, Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro, Gran Torino, Pontes de Madison, Imperdoáveis etc. Só é preciso sensibilidade para se deixar levar por uma história bem contada.

Roberto

domingo, 27 de dezembro de 2009

Gran Torino


Não pude ver este filme no cinema, acabei pegando na locadora ontem e ao ler as notícias de hoje no Globo, vejo que foi escolhido o filme do ano pelos críticos do jornal.
É um drama que costura várias histórias e reflexões acerca de um microcosmo americano, mas que serve de inspiração para pensarmos sobre o que acontece também ao nosso redor: a terceira idade, valores familiares, choque de culturas, criminalidade, doença, solidão, religião etc. Um filme riquíssimo dirigido por Clint Eastwood, um dos meus favoritos. Não acho que ele seja um ator tão versátil, mas ele faz bem, muito bem, os papéis que escolhe. Quando achamos que o personagem vai se vingar e fazer justiça com as próprias mãos, ele nos surpreende (não vou contar o final...) e resolve boa parte dos dilemas de sua vida num ato simples, mas trágico. Não, ele não é o Dirty Harry de outras épocas, com certeza que não é. É algo mais complexo, permeado de sentimentos sutis e contraditórios. Quando achamos que nos conhecemos, somos tomados pela surpresa de nossos atos; deixemos a porta aberta para mudar...

Roberto

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Coco antes de Chanel


Lindo filme que assistimos no Rio Design. Esteticamente é belíssimo e faz jus ao tema que é abordado, a biografia de um mito do mundo da moda. A cena do baile, o desfile das modelos que passam por uma escada espelhada, Chanel deitada em meio a um chão de flores...Como faz bem aos sentidos um filme como esse. Comentei com a Débora "é inspirador, como se estivéssemos apreciando quadros num museu ou fotos numa exposição", nos faz pensar, admirar e refletir sobre a importância de um filme como fonte de inspiração para outros trabalhos. A história deixo para vcs conhecerem quando forem ao cinema.

Roberto

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Chateau de Versailles


Em outubro de 2007 , em nossa primeira viagem juntos, fomos à Versailles. Foi uma viagem! No melhor sentido da palavra. Fiquei encantada! O Palácio é grandioso, magnífico; os jardins então: o olhar se perde no horizonte. As cores, o cheiro , o som do sapato no assoalho, o friozinho gostoso do lado de fora e o calor humano do lado de dentro. As camas eram verdadeiros altares onde pareciam ter abrigado deuses e deusas. A infinidade de cômodos que se entrelaçavam atrás de portas e mais portas. Que delícia devia ser brincar de esconde esconde alí.
A Maria Antonieta retratada nos quadros era bem diferente da Maria Antonieta de Sofia Coppola, do filme Marie Antoinete. Confesso que prefiro a do filme: tem uma inocência angelical. As estampas dos tecidos, a sinuosidade elegante dos móveis, a doçura das cores e a grandiosidade da época. Tudo perfeito, adorável!

O filme e a Versailles de verdade se misturam na minha memória e criam um sentimento gostoso de como seria a vida ali, vivida por uma mulher à frente de seu tempo, mas enclausurada em sua majestade. O que mais gostei no Palácio foi sem dúvida o Salão dos Espelhos. No filme: o baile de máscaras. O sonho: um baile de máscaras no salão dos espelhos! ( com todos aqueles quitutes da época...rsrsr)