E além de concentração, que outro benefício a corrida traz ao seu praticante? O esporte de uma maneira geral traz amadurecimento, poder de decisão e capacidade de planejar. Quando estabeleço no início do ano as provas em que vou competir, imagino o planejamento geral, com os objetivos principais ou o objetivo principal. A partir dele, divido o ano em diversos mini-objetivos, que vão sendo cumpridos progressivamente e cujos benefícios se somam para chegar ao objetivo final. Durante esse período faço avaliações e mudanças de percurso que, por ventura, sejam necessárias. É muito importante ser flexível e trocar de direção quando as coisas não saem a contento. O planejamento não deve ser um fim em si mesmo, ele serve para atender a você.
De que maneira o esporte apura o seu poder de decisão? O treinamento e as competições nada mais são do que microcosmos da nossa própria vida. Vivenciamos situações, dificuldades, momentos de vitória e derrota semelhantes aos que ocorrem no nosso dia a dia. No post anterior afirmei que correr, às vezes, me traz respostas que procuro durante a semana para problemas cotidianos. Mas, eu não saio para correr, necessariamente, porque a corrida é um oráculo e me responderá todos os questionamentos. As respostas que procuro sempre estiveram e estarão no mesmo lugar: na minha mente. Com frequência precisamos de um momento de solidão e bem estar para que reflitamos sobre nossas vidas. Deixar de lado internet, jornais, tvs, videogames, aquele chato do trabalho, o bajulador etc e pensar, pensar muito naquilo que fazemos e somos. Igualmente, a corrida nos propõe desafios e nos coloca em situações de pressão em que somos obrigados a decidir na hora o que fazer. Os únicos conselheiros são o nosso bom senso e Deus.
(continua...)
Roberto
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Esporte. Mostrar todas as postagens
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Corrida VI
A prova de que participo com mais frequência é a de 10 km. É o tipo de competição mais comum nas ruas e, no Brasil, o circuito Adidas é o conjunto de eventos de rua mais bem organizado no momento. Mesmo assim, acho que a meia maratona é a prova que me dá mais prazer. Ela não é tão rigorosa quanto a maratona, mas também demanda muita força de vontade e machuca menos. Os treinamentos para a meia também são desgastantes, mas conseque-se encaixá-los melhor na rotina diária do que os treinamentos da maratona. Como amador é preciso conciliar trabalho e obrigações domésticas com as rotinas de treinos. No caso da maratona, por exemplo, elejo uma prova no ano para me dedicar, em geral no segundo semestre, e passo todo o período anterior do ano dedicado a isso. Competir em diversas provas de 10 km e pelo menos uma meia faz parte do treinamento para a maratona. Assim como acordar cedo para correr e gastar 20 ou 30 km nos fins de semana para estar em ponto de bala no dia da maratona. Aos que ainda não sabem, o percurso da maratona é de 42 km. Durante os treinos não chegamos a correr os 42 km e nem devemos. O pico do período de treinamento da maratona é duríssimo e estimula aquilo que é uma das grandes virtudes não comentadas da corrida: o poder de concentração. Algumas linhas sobre isso...
Correr é um ato de se concentrar ou melhor, correr é a arte de aprender ou desenvolver sua concentração. Muito se fala sobre ioga, religiões, mentalizações etc, mas a corrida, no meu caso, é uma das atividades que mais desenvolveu a minha concentração. É preciso um bom condicionamento físico para se manter concentrado durante uma corrida e é preciso muita concentração mental para poder extrair o máximo do nosso corpo. Numa competição de rua, presta-se atenção o tempo inteiro ao ritmo que estamos imprimindo, distância percorrida, postos de hidratação e estratégia montada para aquela prova especificamente. É preciso estar muito ligado nisso tudo e conectar estes momentos cruciais com aqueles em que se esteve treinando e simulando as situações que ocorrem durante a prova. Numa maratona, o bicho começa a pegar a partir do km 30. Nesse período, o corpo já não tem o mesmo rendimento e as dores e o cansaço começam a aparecer. É a hora de se motivar e concentrar no percurso, não deixar sua cabeça sair da prova. Na maratona de Chicago, eu me recordo que tive muitas dores no pé nos dias que antecederam a prova. Num dado momento da corrida, as dores voltaram e um dos recursos que utilizei foi entoar mentalmente uma série de orações que funcionaram como mantras durante boa parte da corrida. Eu diria que eram mantras cristãos que me ajudaram bastante e - conjuntamente com outras estratégias - permitiram até aumentar o ritmo de corrida nos kms finais. Esses mantras eu já havia testado nos treinamentos e planejava utilizá-los em algum momento da corrida
Enfrentar um treino longo de fim de semana (20-30 km) durante a preparação para a maratona é outro momento que exige demais do poder de concentração. Além disso, essas são boas horas para fazer uma reflexão sobre um problema que nos aflige, encontrar uma solução para algum questionamento semanal que ficou sem resposta, rever mentalmente aquele passo de dança que aprendemos na aula de dança de salão etc. É sério, já achei resposta para muitas perguntas durante treinos de corrida. (continua...)
Roberto
Correr é um ato de se concentrar ou melhor, correr é a arte de aprender ou desenvolver sua concentração. Muito se fala sobre ioga, religiões, mentalizações etc, mas a corrida, no meu caso, é uma das atividades que mais desenvolveu a minha concentração. É preciso um bom condicionamento físico para se manter concentrado durante uma corrida e é preciso muita concentração mental para poder extrair o máximo do nosso corpo. Numa competição de rua, presta-se atenção o tempo inteiro ao ritmo que estamos imprimindo, distância percorrida, postos de hidratação e estratégia montada para aquela prova especificamente. É preciso estar muito ligado nisso tudo e conectar estes momentos cruciais com aqueles em que se esteve treinando e simulando as situações que ocorrem durante a prova. Numa maratona, o bicho começa a pegar a partir do km 30. Nesse período, o corpo já não tem o mesmo rendimento e as dores e o cansaço começam a aparecer. É a hora de se motivar e concentrar no percurso, não deixar sua cabeça sair da prova. Na maratona de Chicago, eu me recordo que tive muitas dores no pé nos dias que antecederam a prova. Num dado momento da corrida, as dores voltaram e um dos recursos que utilizei foi entoar mentalmente uma série de orações que funcionaram como mantras durante boa parte da corrida. Eu diria que eram mantras cristãos que me ajudaram bastante e - conjuntamente com outras estratégias - permitiram até aumentar o ritmo de corrida nos kms finais. Esses mantras eu já havia testado nos treinamentos e planejava utilizá-los em algum momento da corrida
Enfrentar um treino longo de fim de semana (20-30 km) durante a preparação para a maratona é outro momento que exige demais do poder de concentração. Além disso, essas são boas horas para fazer uma reflexão sobre um problema que nos aflige, encontrar uma solução para algum questionamento semanal que ficou sem resposta, rever mentalmente aquele passo de dança que aprendemos na aula de dança de salão etc. É sério, já achei resposta para muitas perguntas durante treinos de corrida. (continua...)
Roberto
Corrida V
Correr em trilhas demanda muita atenção por causa dos buracos e desníveis naturais do piso. Pode ser um prato cheio para uma entorse. Mas, com os cuidados devidos, pode-se aproveitar muito bem os treinos de corrida. Quanto à corrida na areia, muito comum também numa cidade praiana como o RJ, é preciso que se faça com muita orientação pelo risco de estiramentos, já que a areia demanda mais força muscular do que na trilha ou asfalto. Outra dica é não deixar de usar o tênis - pode ser um outro modelo usado - pelo risco do impacto contra os pés (mesmo sendo menor) e pela possibilidade de machucar a planta do pé em algum objeto perfurante (areia de praia é terra de ninguém).
Eu comentei sobre treinadores e a corrida é um esporte que pede um bom treinador para orientar os atletas. Correr não é enfiar um par de tênis nos pés e sair por aí como um louco correndo na rua. Há uma ciência por trás dos treinamentos, existem educativos a serem feitos para aperfeiçoar os movimentos da corrida e também há um planejamento da temporada para as competições em que se deseja participar. Correr uma meia maratona é totalmente diferente de competir numa prova de 10 km. Treinar apenas pelo prazer de correr é distinto de enfrentar as ladeiras da São Silvestre. Enfim, cada pessoa tem um perfil fisiológico e possui um objetivo dentro do esporte. O treinador serve para tornar isso tudo factível sem que estejamos sujeitos à lesões ou decepções pelas metas não atingidas. (continua...)
Roberto
Eu comentei sobre treinadores e a corrida é um esporte que pede um bom treinador para orientar os atletas. Correr não é enfiar um par de tênis nos pés e sair por aí como um louco correndo na rua. Há uma ciência por trás dos treinamentos, existem educativos a serem feitos para aperfeiçoar os movimentos da corrida e também há um planejamento da temporada para as competições em que se deseja participar. Correr uma meia maratona é totalmente diferente de competir numa prova de 10 km. Treinar apenas pelo prazer de correr é distinto de enfrentar as ladeiras da São Silvestre. Enfim, cada pessoa tem um perfil fisiológico e possui um objetivo dentro do esporte. O treinador serve para tornar isso tudo factível sem que estejamos sujeitos à lesões ou decepções pelas metas não atingidas. (continua...)
Roberto
Corrida IV
Alguma coisa estava muito errada, pois meu pé inchava e eu não conseguia correr mais de dez minutos na esteira sem sentir dor. Parei durante três dias e na volta, os mesmos sintomas. Após a consulta com o ortopedista, a ressonância magnética mostrou uma fratura de estresse no pé. Três meses sem correr e treinos somente de pedal. No final da recuperação, voltei correndo na água, um método chamado deep running (acho que é isso..). Aproveitei esse período e também troquei de treinador, pois estava insatisfeito com as orientações passadas. Aos poucos fui voltando a correr e a dorzinha inicial no peito do pé foi cedendo até sumir de vez. Ufa, que alívio!
Um dos primeiros conselhos que eu tive nessa minha nova fase foi evitar correr o tempo inteiro no asfalto. Os quenianos têm uma longa bagagem de corridas em terra batida antes de passar ao piso duro. Existem provas específicas em trilhas chamadas de competições de cross-country. Os treinos em trilha são bons até mesmo entre uma temporada e outra de um atleta de elite. O impacto nos pés é menor, estimula a propriocepção e demanda um esforço diferente e maior do que aquele necessário no asfalto. No caso de amadores que treinam rotineiramente, a terra batida ou grama é ótima para fazer o grosso dos treinos, obviamente devemos ter uma rodagem no asfalto também, mas idealmente com kilometragem menor.
Em qualquer atividade física, mas principalmente as aeróbicas, o monitor cardíaco deve ser seu companheiro de trabalho. Ele ajuda a treinar na frequência cardíaca adequada ao esforço pedido num dado período do treinamento. Não se treina no máximo o tempo inteiro e tampouco há utilidade em realizar treinos muito leves. O assunto é complexo e não abordarei isso aqui, mas existem zonas de treinamento adequadas para cada organismo e objetivo de treino e o monitor é fundamental nessa mediação.
Especificamente para corredores há um outro acessório que é o pedômetro eletrônico que funciona por gps ou por um dispositivo inercial que emite sinais. Cada um tem suas vantagens e desvantagens: o gps não funciona em áreas cobertas e o pedômetro inercial precisa estar sempre configurado para o tênis e piso em que se está treinando. É um aparelho ótimo porque permite fazer uma leitura em tempo real do seu ritmo de corrida, velocidade e distância percorrida. Quando acoplado ao monitor cardíaco torna-se uma ferramenta muito útil (continua...)
Roberto
Um dos primeiros conselhos que eu tive nessa minha nova fase foi evitar correr o tempo inteiro no asfalto. Os quenianos têm uma longa bagagem de corridas em terra batida antes de passar ao piso duro. Existem provas específicas em trilhas chamadas de competições de cross-country. Os treinos em trilha são bons até mesmo entre uma temporada e outra de um atleta de elite. O impacto nos pés é menor, estimula a propriocepção e demanda um esforço diferente e maior do que aquele necessário no asfalto. No caso de amadores que treinam rotineiramente, a terra batida ou grama é ótima para fazer o grosso dos treinos, obviamente devemos ter uma rodagem no asfalto também, mas idealmente com kilometragem menor.
Em qualquer atividade física, mas principalmente as aeróbicas, o monitor cardíaco deve ser seu companheiro de trabalho. Ele ajuda a treinar na frequência cardíaca adequada ao esforço pedido num dado período do treinamento. Não se treina no máximo o tempo inteiro e tampouco há utilidade em realizar treinos muito leves. O assunto é complexo e não abordarei isso aqui, mas existem zonas de treinamento adequadas para cada organismo e objetivo de treino e o monitor é fundamental nessa mediação.
Especificamente para corredores há um outro acessório que é o pedômetro eletrônico que funciona por gps ou por um dispositivo inercial que emite sinais. Cada um tem suas vantagens e desvantagens: o gps não funciona em áreas cobertas e o pedômetro inercial precisa estar sempre configurado para o tênis e piso em que se está treinando. É um aparelho ótimo porque permite fazer uma leitura em tempo real do seu ritmo de corrida, velocidade e distância percorrida. Quando acoplado ao monitor cardíaco torna-se uma ferramenta muito útil (continua...)
Roberto
Corrida II
Por volta dos 31 ou 32 anos fiz um exame periódico de rotina num dos hospitais em que trabalho. O resultado foi desastroso: colesterol alto, hipertensão arterial e outras coisas mais. Pensei comigo mesmo: sou um cara estressado com o trabalho, não faço atividade física alguma e estou com os resultados dos exames laboratoriais alterados. Como posso ser exemplo de saúde para alguém - visto que sou médico - se o meu próprio bem estar físico e mental está em frangalhos? Até aquele momento, eu nunca havia colocado os pés numa academia, não tinha a mínima ideia do que existia lá dentro. Minha dieta consistia em arroz, feijão, batatas fritas e bife. Variações existiam dentro do quesito coisas gordurosas, frituras e doces. Diversão era coisa rara porque eu pensava somente em estudar e trabalhar. Mesmo minhas leituras estavam um pouco de lado. Em resumo, eu estava em rota de colisão com alguma coisa muito ruim para acontecer. Ou eu mudava o rumo da minha vida ou ela simplesmente seria abreviada em muitos anos.
Quando se trata de tomar uma decisão importante, o difícil é começar, de resto, feche os olhos e siga em frente com muita fé. Eu sempre pensei assim. Em todas as vezes em que me convenci da importância de algo, planejei o caminho e segui por ele, acreditando sempre que estava por fazer a coisa certa. Graças a Deus, eu sempre consegui...
A mudança começou pela dieta, consultei uma nutricionista do hospital e reduzi as quantidades e melhorei a qualidade do que comia. Também entrei numa academia e a primeira atividade desta etapa foi a natação. Era algo com o qual tinha alguma familiaridade na infância. Eu escrevi "alguma"! Depois de 3 meses, meu físico já tinha mudado de forma evidente. Aquilo me trouxe outros valores que incorporei e mantenho até hoje. Nessa época comecei a fazer musculação e o sobrepeso que eu tinha virou um corpo modelado pela parte aeróbica da natação e pela puxação de ferros. Mas, acima de tudo, eu estava feliz comigo mesmo, menos estressado e muito entusiasmado com a atividade física. Aquilo já não era uma necessidade de saúde, mas um prazer fundamental que eu tinha durante a semana. Aos poucos fui tomando gosto também pelas pedaladas por meio das aulas de spinning. Eu gostava ainda mais de pedalar nas aulas do que fazer as séries de natação. Foi uma questão de tempo eu comprar uma bicicleta para andar na rua. Mas, sobre isso eu escrevo em outro post...Treinava natação, bicicleta e malhava. Pensei: por que não correr também? (continua)
Roberto
Quando se trata de tomar uma decisão importante, o difícil é começar, de resto, feche os olhos e siga em frente com muita fé. Eu sempre pensei assim. Em todas as vezes em que me convenci da importância de algo, planejei o caminho e segui por ele, acreditando sempre que estava por fazer a coisa certa. Graças a Deus, eu sempre consegui...
A mudança começou pela dieta, consultei uma nutricionista do hospital e reduzi as quantidades e melhorei a qualidade do que comia. Também entrei numa academia e a primeira atividade desta etapa foi a natação. Era algo com o qual tinha alguma familiaridade na infância. Eu escrevi "alguma"! Depois de 3 meses, meu físico já tinha mudado de forma evidente. Aquilo me trouxe outros valores que incorporei e mantenho até hoje. Nessa época comecei a fazer musculação e o sobrepeso que eu tinha virou um corpo modelado pela parte aeróbica da natação e pela puxação de ferros. Mas, acima de tudo, eu estava feliz comigo mesmo, menos estressado e muito entusiasmado com a atividade física. Aquilo já não era uma necessidade de saúde, mas um prazer fundamental que eu tinha durante a semana. Aos poucos fui tomando gosto também pelas pedaladas por meio das aulas de spinning. Eu gostava ainda mais de pedalar nas aulas do que fazer as séries de natação. Foi uma questão de tempo eu comprar uma bicicleta para andar na rua. Mas, sobre isso eu escrevo em outro post...Treinava natação, bicicleta e malhava. Pensei: por que não correr também? (continua)
Roberto
Corrida
O homem é um ser em movimento por natureza. Nossos ancestrais evolutivos corriam para procurar alimento e se defender; ao longo dos milhares de anos nossa anatomia se adapatou para a vida na terra e para os grandes deslocamentos. O fato de sermos bípedes, o desenvolvimento menor dos músculos dos ombros (já que não precisaríamos mais viver em árvores), a menor quantidade de pêlos, tudo evoluiu para possibilitar nossas caminhadas e corridas. Portanto, queiramos ou não, somos filhos do movimento, nascemos para isso.
A corrida como esporte, principalmente na vida de homens extremamente urbanizados, reproduz nossa vocação natural, reprimida pelos confortos do capitalismo: automóveis, elevadores, escadas rolantes, supermercados, gadgets eletrônicos etc. Considero a corrida um dos esportes mais simples de se praticar, pois só é preciso um par de tênis e voilá! (continua...)
Roberto
A corrida como esporte, principalmente na vida de homens extremamente urbanizados, reproduz nossa vocação natural, reprimida pelos confortos do capitalismo: automóveis, elevadores, escadas rolantes, supermercados, gadgets eletrônicos etc. Considero a corrida um dos esportes mais simples de se praticar, pois só é preciso um par de tênis e voilá! (continua...)
Roberto
domingo, 25 de julho de 2010
Debutando no Circuito

Após alguns anos de convivência finalmente tive o prazer de participar de uma corrida junto com o Roberto. Hoje corremos os 5 Km da etapa inverno do Circuito das Estações. Foi muito bom! A sensação que tive foi de ter um treinador só pra mim, ditando o ritmo e dando as orientações necessárias. Mais feliz ainda fiquei no final ao descobrir ter conseguido baixar meu tempo em 2 minutos! Quem corre sabe que parece pouco, mas no fundo é muito.
Mais gostoso ainda é sensação de dever cumprido e a satisfação de estar fazendo algo tão bom pra própria sáude, física e mental, já que a auto-estima também agradece.
Débora
Esta corrida também marcou meu retorno às competições de rua. Atualmente, procuro me divertir mais e me preocupar menos com o desempenho. Quero criar um equilíbrio entre compromisso com os treinos e relaxamento. Sempre corri distâncias maiores (10 km e meia-maratona), por isso estranhei um pouco quando a corrida acabou, pois estava sobrando muito. Mas, foi muito legal ter a minha esposa ao meu lado, curtindo tudo isso.
Quanto à corrida em si, achei muito bagunçada, inclusive a entrega dos kits. Espero que mudem alguma coisa.
Roberto
sábado, 3 de julho de 2010
E paramos na Holanda...
Eu imaginava que o Brasil não seria campeão, apesar da grande parte dos times ser tão medíocre ou jogar de forma tão medíocre como o Brasil, mas durante o jogo de ontem, até tomarmos o segundo gol, vi o Brasil na semifinal. Sinceramente, não acho esse time da Holanda melhor que o Brasil, no primeiro tempo eles tomaram um show de bola e o 1 x 0 ficou barato. A Holanda estava tão perdida que um dos destaques da partida (Robben) cobrou o escanteio para ele mesmo e largou a bola perto da bandeirinha. Nunca vi uma jogada tão patética.
O Brasil, apesar da vantagem em todos os sentidos, jogava de forma nervosa e aceitava a "catimba" dos holandeses. Aliás, esses holandeses jogavam que nem argentinos no quesito "catimba". E os brasileiros - e o juiz - foram entrando na onda deles. O Robinho passou a partida inteira discutindo com o juiz e os adversários, mesmo quando ganhava tranquilamente. Um dado comum em todos os jogos da seleção (talvez menos contra a Coreia pela fragilidade do adversário) foi a falta de equilíbrio emocional, mesmo de jogadores conhecidamente ponderados, como Kaká. Talvez, reflexo do comandante desta seleção que gastou boa parte do seu tempo brigando com jornalistas e respondendo de forma exagerada às provocações da imprensa. Some-se a isso tudo uma necessidade da comissão técnica de passar um ar de seriedade que não existiu em 2006 e imagina-se porque esse grupo era tão tenso em campo.
O segundo tempo começou diferente, a Holanda se lembrou que estava numa Copa e voltou melhor. Mas, voltar melhor depois do primeiro tempo que fizeram não foi nada do outro mundo, pois eles não estavam jogando nada. Até o primeiro gol holandês, a partida estava equilibrada e o Brasil mais próximo da vaga. No entanto, como havia acontecido em outros jogos, a defesa deu um apagão. De quem menos se esperava, veio a falha: Julio Cesar. O outro que falhou - e foi o principal personagem deste jogo - havia feito um lançamento primoroso no primeiro gol do Brasil: Felipe Melo. Depois de procurar sua expulsão em outros jogos, este rapaz conseguiu o que todo mundo temia, pois foi expulso e num momento decisivo da Copa para nós. A Holanda havia virado um jogo que nos era favorável, mas com 11 em campo tudo era possível. Depois da expulsão, o que estava ruim ficou pior ainda e o que se via era um show de contra-ataques holandeses e chutões e chuveirinhos por parte dos brasileiros. Crucificar este rapaz como único responsável pelo que aconteceu é injusto. Mas, não é injusto perguntar o que uma pessoa com tamanho desequilíbrio estava fazendo no time do Brasil. Desta vez, saímos por motivos diferentes dos de 2006, quando imperava a bagunça e o estrelismo do jogadores. Dessa vez nem havia estrelas, propriamente ditas; como li em algum lugar da internet: estamos numa entresafra de jogadores. Ganso e Neymar são ótimos jogadores, mas não sei se iriam mudar o panorama do jogo de ontem, não os acho fora-de-série...Como foram Ronaldo e Rivaldo em 2006 (Rivaldo não era da mesma importância do Ronaldo, mas jogou como um fora-de-série e, inclusive, jogou mais que Ronaldo), Romário em 1994 e os tantos outros (Pelé e companhia) nas copas mais antigas. A seleção de 1994, por exemplo, tinha sérios problemas no meio-campo, mas resolvia seus jogos por meio da genialidade do Romário e do ótimo Bebeto. O esquema tático era tão burocrático quando o do time do Dunga.
Em resumo, não merecíamos mesmo vencer esta Copa, mas ficou a sensação de termos saído precocemente. Os dirigentes e comissão técnica apostaram numa filosofia que não deu certo. E que fique como lição o seguinte: seguir concentrado naquilo que se faz, não sair respondendo às provocações indiscriminadamente, procurar fazer o seu melhor e deixar que as coisas aconteçam naturalmente.
Roberto
O Brasil, apesar da vantagem em todos os sentidos, jogava de forma nervosa e aceitava a "catimba" dos holandeses. Aliás, esses holandeses jogavam que nem argentinos no quesito "catimba". E os brasileiros - e o juiz - foram entrando na onda deles. O Robinho passou a partida inteira discutindo com o juiz e os adversários, mesmo quando ganhava tranquilamente. Um dado comum em todos os jogos da seleção (talvez menos contra a Coreia pela fragilidade do adversário) foi a falta de equilíbrio emocional, mesmo de jogadores conhecidamente ponderados, como Kaká. Talvez, reflexo do comandante desta seleção que gastou boa parte do seu tempo brigando com jornalistas e respondendo de forma exagerada às provocações da imprensa. Some-se a isso tudo uma necessidade da comissão técnica de passar um ar de seriedade que não existiu em 2006 e imagina-se porque esse grupo era tão tenso em campo.
O segundo tempo começou diferente, a Holanda se lembrou que estava numa Copa e voltou melhor. Mas, voltar melhor depois do primeiro tempo que fizeram não foi nada do outro mundo, pois eles não estavam jogando nada. Até o primeiro gol holandês, a partida estava equilibrada e o Brasil mais próximo da vaga. No entanto, como havia acontecido em outros jogos, a defesa deu um apagão. De quem menos se esperava, veio a falha: Julio Cesar. O outro que falhou - e foi o principal personagem deste jogo - havia feito um lançamento primoroso no primeiro gol do Brasil: Felipe Melo. Depois de procurar sua expulsão em outros jogos, este rapaz conseguiu o que todo mundo temia, pois foi expulso e num momento decisivo da Copa para nós. A Holanda havia virado um jogo que nos era favorável, mas com 11 em campo tudo era possível. Depois da expulsão, o que estava ruim ficou pior ainda e o que se via era um show de contra-ataques holandeses e chutões e chuveirinhos por parte dos brasileiros. Crucificar este rapaz como único responsável pelo que aconteceu é injusto. Mas, não é injusto perguntar o que uma pessoa com tamanho desequilíbrio estava fazendo no time do Brasil. Desta vez, saímos por motivos diferentes dos de 2006, quando imperava a bagunça e o estrelismo do jogadores. Dessa vez nem havia estrelas, propriamente ditas; como li em algum lugar da internet: estamos numa entresafra de jogadores. Ganso e Neymar são ótimos jogadores, mas não sei se iriam mudar o panorama do jogo de ontem, não os acho fora-de-série...Como foram Ronaldo e Rivaldo em 2006 (Rivaldo não era da mesma importância do Ronaldo, mas jogou como um fora-de-série e, inclusive, jogou mais que Ronaldo), Romário em 1994 e os tantos outros (Pelé e companhia) nas copas mais antigas. A seleção de 1994, por exemplo, tinha sérios problemas no meio-campo, mas resolvia seus jogos por meio da genialidade do Romário e do ótimo Bebeto. O esquema tático era tão burocrático quando o do time do Dunga.
Em resumo, não merecíamos mesmo vencer esta Copa, mas ficou a sensação de termos saído precocemente. Os dirigentes e comissão técnica apostaram numa filosofia que não deu certo. E que fique como lição o seguinte: seguir concentrado naquilo que se faz, não sair respondendo às provocações indiscriminadamente, procurar fazer o seu melhor e deixar que as coisas aconteçam naturalmente.
Roberto
domingo, 6 de junho de 2010
Copa do Mundo

Faltam poucos dias para o início da Copa, mas internamente não me sinto entusiasmado com isso. Há um bom tempo, aliás, não me entusiasmo tanto com futebol. Só paro em frente à tv quando passam jogos do Flusão ou...em Copa do Mundo. Depois que o esporte se tornou mais exigente no que diz respeito à preparação física e sistemas táticos defensivos, o jogo ficou muito chato. Na minha época de garoto, a paixão era muito grande, existia aquela rivalidade entre os quatro grandes do Rio, Maracanã cheio de gente, seleção brasileira em que conhecíamos todos os craques que jogavam. Raramente um jogo era transmitido pela tv, quem quisesse conhecer os times da época deveria ir mesmo ao Maracanã. Não me esqueço das tardes de domingo quando íamos assistir aos grandes clássicos: Fla x Flu, Flamengo x Vasco, Flamengo x América...Não sou flamenguista - quem escreve é um tricolor -, mas meu pai e irmãos torcem pro Flamengo e aí não tinha jeito. Escolha de time de futebol é influenciada diretamente pelo pai e eu já fui Flamengo um dia. No entanto, ainda criança, descobri minha verdadeira vocação: ser tricolor. Na época da máquina tricolor, cheguei para o meu pai e falei: vou ser Fluminense agora! Ele não acreditou, achou que era onda de criança, mas o tempo foi passando e ninguém acreditava...os outros adultos perguntavam meu time...Fluminenseeee!!! (rs) comprei a primeira camisa tricolor, vi o time ser campeão carioca em 1980...Nem eu levava fé na minha escolha, mas, como diversas decisões que tomei na vida, dei um crédito à ela e investi com coragem.
O panorama futebolístico que encontro nos dias de hoje é totalmente diferente daquele em que cresci. Estádios vazios, excesso de jogos na tv, jogadores milionários, seleção brasileira sem identificação alguma com seu povo, jogos chatos etc. A paixão ainda continua, pois o futebol é mágico e permite discussões acaloradas e democráticas, seja você um empresário, peão de obra, dona de casa ou um menino de 7 anos. Todos pensam entender de futebol. Todos são juízes de futebol. O que seria das segundas se não houvesse futebol nos fins de semana?
Eu só lamento que haja tanto apelo financeiro em torno de uma paixão esportiva mundial. De uma hora para outra, jogadores outrora desconhecidos viram ídolos maiores que seus clubes ou seleções, a fartura do dinheiro proporciona exemplos de vida indignos da representatividade que esse jogadores têm na vida das crianças. Perdeu-se a magia dos jogos na rua, com pés descalços, chutando-se aquelas bolas de plástico. Era assim que jogávamos antigamente entre amigos e vizinhos. A senha para terminar os jogos eram as mães chamando as crianças de volta para almoçar ou jantar.
Mas, a Copa vai começar, o Brasil vai estar em campo de novo e o país inteiro (eu, incluído) vou torcer muito, independente de não vermos ruas pintadas e enfeitadas como antes e de não termos identificação com essa seleção insossa que nos representa na África. Que acabe logo esse negócio para o Fluminense continuar sua arrancada.
Roberto Mogami
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Parabéns Fluminense!
O ano ainda não está salvo, mas tenho orgulho da epopéia tricolor. Não levamos a Copa Sul Americana, mas saímos de cabeça em pé. Ao ler os comentários de outros torcedores no blog do Juca Kfouri, o que mais me chamou a atenção foram os elogios de vascaínos, flamenguistas, palmeirenses, corintianos e outros à garra e dedicação deste grupo tricolor. Aconteça o que acontecer, estão de parabéns.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Milagres acontecem!!!
Fiquei preocupadissimo aqui na Italia com o meu Fluminense. Acabei de abrir os jornais digitais e o site do UOL. Nossa Senhora!!!!!! Nense!! Neeeennnseee!! Sou tricolor de coraçao, sou do clube tantas vezes campeao....
Rumo ao topo da America do Sul e fora desse rebaixamento!!!!
Roberto
Rumo ao topo da America do Sul e fora desse rebaixamento!!!!
Roberto
Assinar:
Postagens (Atom)