quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Chá de Lingerie


Neste sábado , às 16h, acontecerá o meu chá de lingerie! É isto mesmo, chá de lingerie! Como eu e o Roberto já moramos juntos há cerca de 2 anos, já temos as panelas. O chá de lingerie é uma opção divertida para noivas modernas que não estão tão preocupadas assim com a cozinha...rsrs. A reunião acontecerá na casa de uma de minhas madrinhas, a minha prima Adriana, e a Simone, uma amiga muito querida, me ajudará com as brincadeiras. Aliás a Simone foi quem me deu a maior força para fazer o chá, confesso que estava meio desanimada, sem pique para pensar em organizar mais um evento. Mas agora estou achando o maior barato, depois de tantos contratempos vai ser bom estar com as minhas amigas em um clima de descontração.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Site de confirmação da presença

Pessoal,

Quem recebeu o convite já pode confirmar a presença em http://wwww.confirmersvp.com.br/deboraeroberto

domingo, 20 de setembro de 2009

A música da cerimônia


Quando começamos a procurar por uma igreja para casarmos também começamos a ver um conjunto de músicos para tocar durante a cerimônia, o que dá um charme todo especial ao momento. Já gostei da Flávia pelo telefone, ela é um doce de pessoa , muito educada e sem exageros. Liguei para uma pessoa de um outro grupo musical e ela ficou comigo quase uma hora no telefone, fiquei exausta e nunca mais liguei de volta!

Marquei com a Flávia para conhecê-los em um casamento na Igreja do Santo Inácio. O Atrium Coral e Orquestra é um grupo muito tradicional em casamentos no Rio de Janeiro, os músicos são todos profissionais e fazem parte do Teatro Municipal do Rio ou de São Paulo. Antes do casamento começar ela me atendeu muito bem e tirou todas as minhas dúvidas. Como eles estavam tocando, fazendo uma espécie de sala de espera antes da noiva chegar, fiquei e pude apreciar a qualidade da música. Fiquei impressionada, parecia que estava em uma sala de concerto, o som era perfeito, afinadíssimos e muito profissionais. Não me arrependo em nada da escolha que eu fiz, a Flávia é um amor, nos ajudou muito na escolha das músicas e seu noivo, o Márcio, que é o cantor que vai acompanhá-la, canta marvilhosamente bem. Além disso ela preparará um arranjo especial para a música que escolhi para a entrada dos padrinhos (surpresa!).

sábado, 19 de setembro de 2009

Superstição para as amigas solteiras



Vou pedir para a minha costureira gravar na barra da saia do vestido ao lado de um ramo de trigo, que é para dar bastante sorte para todas nós, os nomes das minhas amigas que ainda não se casaram.


Fiz um listinha, quem quiser ter o nome incluído na listinha, por favor não faça cerimônia, seu pedido será uma ordem, e caso quem acredite que não há necessidade do nome estar lá também por favor manifeste-se.




Elaine Jô Kenia Talita


Simone Zelinha Paty


Martha Marcita Gilma

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Meu Pai

Paralelamente aos preparativos do casamento, tive que me preocupar com a doença de meu pai: um câncer de pâncreas em estágio avançado. No início de março, o diagnóstico foi feito por meio de uma tomografia realizada na urgência do Barra D´Or. Aquilo me arrasou, visto que sou radiologista e sabia que o prognóstico do meu pai era muito ruim. Um tumor grande na cabeça do pâncreas, com metástases para o fígado. Devo dizer que durante o tempo da doença, talvez este tenha sido o dia mais triste para mim. Creio que para meu pai foi apenas o início de uma jornada desgastante por hospitais, cirurgias, CTI, transfusões etc. Ele tentava negar a doença, não aceitava que tinha uma condição grave. Fazia todos os tratamentos, mas achava que não tinha nada demais, mesmo após se recuperar milagrosamente das complicações pós-cirúrgicas no CTI. Eu me sentia muito triste por não discutir a doença com ele, pois coloquei como condição fundamental para isso, que ele quisessse saber o que estava realmente acontecendo. Isto só foi acontecer nas últimas semanas de vida, mas aconteceu, felizmente.
A lucidez que meu pai manteve até o último estertor de vida também surpreendeu a todos. Caquético, ofegante, com muitas dores, ele se manteve lúcido o tempo todo. Entendia tudo o que perguntavam e se lembrava de tudo. Alzheimer passou longe dali, com certeza.
As últimas semanas foram de muito sofrimento. As dores tornaram-se constantes, a falta de ar sempre presente e a dificuldade para deglutir também agravava ainda mais seu estado de saúde. Mas, em sua cabeça, ele não queria partir. Por ele, viveria ainda muitos anos para realizar diversas coisas que necessitava fazer. Mas, o sofrimento dos últimos dias isolou-o do cotidiano e fez com que aceitasse que seu momento derradeiro estava próximo.
Ontem ele partiu. Em casa, na companhia da família e das cuidadoras que foram de uma fidelidade incrível a sua pessoa. Quando cheguei ele já estava morto, não pude nem dizer um último adeus. Mas, pelo menos, consegui um dia desses dizer que aquilo que mais me fazia falta eram as idas ao parque nos sábados para jogar bola. Eu era uma criança pequena e por conta do trabalho, meu pai teve que abortar esses passeios que tanto me davam prazer. Ainda sinto o vento batendo em meu rosto ao correr na direção do meu pai. Sinto o movimento das pernas e pés batendo na bola, fazendo-a chegar ao meu pai. Ouço sua voz me chamando e incentivando para chutar mais forte. Sim, seus braços me enlaçam firmes e meu riso ecoa bem alto pelo prazer de sentir seu abraço. São lembranças fortes que vou guardar até o fim da existência.
Eu e a Débora quase cancelamos o casamento em virtude da doença. Com muito custo levamos a frente este projeto e agora, mais do que nunca, dedico essa celebração ao meu pai. Sinto bastante que você não estará fisicamente ao meu lado neste momento de felicidade, mas tenho certeza que de onde você estiver, estarei sendo abençoado em mais este grande momento por que passarei na minha vida.
Adeus. Muitas saudades, meu pai.