quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Lost 6


E começou a última temporada...
Provavelmente não vou conseguir acompanhar pelo canal AXN, que está transmitindo com uma semana de diferença em relação aos EUA, mas enquanto der, vou assistindo.
Como vinha acontecendo nos últimos tempos, muitas novidades e novidade alguma. Os criadores da série já não têm mais o que escrever, daí ficam imaginando viradas na história a todo momento. Acho que Lost era bem mais interessante nas duas primeiras temporadas, depois começaram a apelar, mesmo assim assiste-se para chegar a algum fim, o que deve acontecer este ano.

Roberto

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Brasil para exportação


A carioca Beatriz Milhares frequentou cursos de artes na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e em diversas universidades do Estados Unidos. Ela é pintora, ilustradora, professora e possui obras nas mais importantes galerias de arte do mundo (MOMA NY, Cartier Fondation, etc). Ela pinta artes abstratas com formas geométricas, também utiliza técnica de colagem com rótulos de produtos, suas obras fazem referência ao barroco, abstração, figuração, materialidade e ilusionismo.

Fiquei encantada ao me deparar com a obra desta criativa artista, suas pinturas são envolventes, com cores vivas e formas sedutoras; realmente uma beleza!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

'Se calor fosse bom o inferno seria gelado.'

Débora

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Em Busca da Memória


Meu fim de semana foi prejudicado por causa de uma indisposição intestinal que começou no sábado à tarde, mas, como bônus, terminei o livro "Em Busca da Memória" de Eric R. Kandel. O livro é uma biografia do pesquisador austríaco, radicado nos EUA, mesclada com as descrições e reflexões acerca das descobertas e dúvidas em neurociência nos últimos cinquenta anos. De origem judaica, Eric Kandel fugiu com sua família da Austria, na época da segunda guerra mundial. Desse período, o autor guarda uma grande mágoa pela forma como a inteligência austríaca da época foi dizimada, em grande parte pela perseguição aos judeus. Nos EUA, país em que foi acolhido, seguiu o caminho inicial das ciências sociais e posteriormente ingressou na faculdade de medicina, entusiasmado pelas ideias da nascente psicanálise. A sua vida acadêmica e pessoal tomou um outro rumo a partir da necessidade de compreender os conceitos psicanalíticos sob a ótica experimental. Foi laureado com o prêmio Nobel após desenvolver uma carreira científica brilhante em que documentou os mecanismos bioquímicos e genéticos da memória, partindo de um modelo neural do invertebrado Aplysia (um tipo de lesma).
O ponto de partida na pesquisa com a Aplysia foi o estudo dos behavioristas com os condicionamentos animais. Kandel foi capaz de reproduzir as mesmas respostas no nível celular, ao trabalhar com modelos reducionistas de um neurônio sensorial e outro motor. A estimulação elétrica do neurônio sensorial se correlacionava com os mesmos padrões de condicionamento. No caso da memória de curto prazo, havia a liberação de neurotransmissores secundariamente à estimulação. Além disso, no que se refere à memória de longo prazo, um terceiro neurônio modulatório participava do processo, que no final levava à síntese de proteínas para formação de novas sinapses do neurônio sensorial com o neurônio motor. Isto é, o aprendizado e consequente acúmulo de conhecimento está associado à formação de novas sinapses. Tão notável quanto, foi descobrir que a regulação da síntese de proteínas envolvida na formação destas sinapses é feita de forma genética, isto é alguns genes são ativados com esta finalidade.
Foi um grande prazer ler este livro, passear pela história da neurociência da segunda metade do século passado e atualizar-se sobre o papel dos austríacos no período nazista. Grande parte do livro é recheada de conceitos bioquímicos, que me lembravam os livros e apostilas do meu ciclo básico na faculdade. No entanto, contados de forma encantadora e ligados aos acontecimentos da época, aquele conteúdo "chato" torna-se instigador pelas palavras de uma pessoa com uma grande visão. De forma contrastante, lembro-me de um professor de bioquímica renal, que gastava umas quatro ou cinco horas para dar a sua aula. Era um monólogo entediante, cheio de pitacos históricos como faz Eric Kandel, mas contados de uma forma desinteressante. O sujeito era aquele cara todo certinho e engomadinho (desses que abotoam a camisa até o último botão) e que perfilava diversos copos de água em cima da mesa. A cada uma hora ele tomava um copo e dessa maneira, os alunos podiam estimar a duração da aula...
Este livro vale para apontar os caminhos que devem ser trilhados pela neurologia e psiquiatria a partir de agora. Os conhecimentos que estão aparecendo estreitam cada vez mais os laços que unem biologia clássica e as ciências que estudam o comportamento. Uma coisa pouco provável quando comecei a ler sobre psicoterapias há mais de 20 anos.
Ótima leitura para o pessoal que lida com ciências biológicas, médicos e afins. O leigo de outras áreas talvez ache um pouco difícil a compreensão de certos capitulos, mas eles estão bem "mastigados" na medida do possível. No entanto, este livro é importante pelo que ele aponta para o futuro.

Roberto Mogami

domingo, 31 de janeiro de 2010

Poética I

De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
-Meu tempo é quando.

Vinícius de Moraes

Débora