quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Arremates e Crendices


Faltam menos de 3 meses para o casamento e não vejo a hora deste dia chegar. Todos dizem que passa voando, mas a minha ansiedade não permite que eu acredite faltar tão pouco, a sensação que tenho é que ainda falta uma eternidade. Tanto eu quanto o Roberto estamos ansiosos pelo dia 31 de outubro e torcendo para que tudo dê certo.
Também estamos tomando as últimas providências: mandar convites para a calígrafa, escolher o tipo de letra, a cor..., ou seja uma infinidade de detalhes que não imaginávamos encontrar. Detalhes estes que sem dúvida serão insignificantes diante da emoção que vai nos inundar no grande dia.Para tudo decidimos em consenso, sempre respeitando a opinião e desejos um do outro.
Hoje fiz a primeira prova do vestido e amanhã irei encomendar o sapato, que será feito em cetim. Aos poucos o casamento vai tomando forma e já consigo me imaginar uma noiva, linda como todas as outras. Cheia de esperanças, temores , fantasias. Já tive até daqueles pesadelos, comuns entre noivas, do tipo em que tudo dá errado no dia do casamento: o vestido não fica bom, trocam a música na hora da entrada, não aparece ninguém , etc..É melhor nem pensar para não espantar a sorte.
Para espantar a má sorte há uma série de crendices e supertições em torno do casamento. A mais famosa é o noivo não poder ver a noiva antes do casamento. Apesar do Roberto não ser superticioso, sinto que ele quer guardar a curiosidade para o dia, quando começo a falar sobre algum detalhe do vestido ou buquê ele logo fala: Mas assim não vai ter a mínima surpresa! Então me seguro para não descrever minuciosamente cada detalhe da 'noiva'.
Outro costume , que data de cerca de 4 mil anos, é jogar arroz nos noivos; um costume chinês para que a vida do casal seja próspera. Hoje, uma versão delicada , é atirar pétalas de rosas nos noivos; também estão valendo bolinhas de sabão. O véu, além da referência à Maria, também serviria para proteger a noiva de possíveis admiradores e da inveja. Uns acreditam que a noiva não deve usar pérolas, já que elas representariam as lágrimas que a noiva há de chorar. Mas para mim, as pérolas são o que há de mais feminino, representam a fertilidade e a beleza; e é claro já providenciei as minhas. O que não vai faltar é o meu terço de Nossa Senhora de Fátima que trouxe de Portugal; apesar de não ser nada beata, raramente vou à Igreja, me sinto bem mais acolhida diante da candura de Nossa Senhora.
As noivas americanas costumam usar algo novo, algo emprestado, outro antigo e alguma peça azul, também para atrair sorte.
Além dos nomes das amigas solteiras, vou pedir também pra minha costureira bordar um ramo de trigo na barra do meu vestido, pra atrair prosperidade para a vida do casal. Não custa ,né?
As crendices são muitas, vale a pena o bom senso, senão corre-se o risco da noiva ficar parecendo um despacho na porta da Igreja!

domingo, 2 de agosto de 2009

Curso de Noivos

Entrada de 20/7/2009

Ontem fizemos o curso de noivos juntamente com dezenas de outros casais. Percebo que as pessoas estão deixando para casar mais tarde, mas também vi vários noivos bem novos. Chamou-me a atenção um noivo com muitos cabelos brancos, devia ter uns 45 anos. A noiva dele devia ser bem mais nova.
De proveitoso, gostei da palestra de um casal de senhores; muita experiência de vida e valorização da família.
Começou a contagem regressiva para o casamento...

Roberto

domingo, 12 de julho de 2009

Dream a Little Dream of Me




Esta é a música da nossa primeira dança no dia do casamento. Começamos a ensaiá-la hoje durante a tarde. Fizemos uma coreagrafia parcial para a metade inicial da canção e, ao longo do tempo, vamos treinando esta parte e o restante. A versão que escolhemos é cantada pelo Michael Bublé. Há outras versões nas vozes de Louis Armstrong, Laura Fyigi e Mamas and the Papas. Esta última também é bem interessante, mas com uma roupagem dos anos sessenta. Bem, é isso...Quem estiver lá, verá...

http://www.youtube.com/watch?v=cILkJJ6eOdY&feature=related

Roberto

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vestido de Noiva


Na última sexta-feira fui com a Norma e a Dn. Mimosa na Nuance a fim de comprar os tecidos para a confecção do meu vestido de noiva. No ano passado Eu e Robert viajamos de férias à Portugal; antes da viagem tratei de percorrer as principais lojas do Rio para pesquisar as rendas. Vi muita variadade, mas sabia o que eu queria, então resolvi deixar pra ver se achava algo em Lisboa que me encantasse.
Dito e feito! Na 2a ou 3a loja me encantei com um tule bordado divino. Não era exatamente uma renda, mas desde o início senti que não seria uma noiva "rendada" e sim "bordada". O bordado tinha todas as características que eu necessitava para compôr o modelo criado por mim. Fiquei hesitante, mas algo dentro de mim dizia que aquele era o bordado. Robert tonto com minha decisão impetuosa não teve tempo de tentar me convencer a procurar mais um pouco. Que bom!
Com tule bordado em riste chegamos à Nuance. Em pouco tempo estávamos as 3, cercadas por gazares de sêda, crepes chanel, crepes dior; em diversas tonalidades de branco e off-white ( nunca imaginei que pudesse haver tantas tonalidades de branco!). Foi delicioso!
Momento mágico mesmo foi ver o modelista desenhando o que ali ,Eu e Dn Mimosa, tentávamos traduzir em palavras. Idéias que surgiram aos poucos, após dezenas de folheadas em revistas de noivas e da compreensão telepática da Dn Mimosa, uma portuguesa, com certeza, e muitíssimo talentosa.
Desde o início sabia que tipo de noiva queria ser: uma mistura de clássica com romântica, ou seja, estilo princesa de conto de fadas mesmo. Mas é claro com a maturidade de um rainha...rsrsr...afinal aos 31 anos ninguém é mais princesa...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

O Casamento Celta


Este é o primeiro artigo de uma série em que pretendo abordar o casamento em várias culturas. Em todas marcado pela importância social do momento, unindo valores religiosos e culturais através dos tempos.

O casamento celta é celebrado ao ar livre, sempre próximo à natureza, cultivando a união e o amor. É baseado em antigos rituais dos povos indo-germânicos, respeitando qualquer crença e sendo realizada por um ritualista, que traça um perfil dos noivos para então estruturar a cerimônia o que a torna singular para cada casal.

A cerimônia é dividida em 9 momentos; interessante, já que o nove é um número iniciático, especialmente espiritualmente; coincidentemente estamos no ano de 2009. Bem fosforilações a parte antes que o Roberto vete esta enrolação básica... O primeiro momento se dá quando o noivo entra pelo caminho principal, onde ele fica aguardando a noiva no chamado ponto de união, um local demarcado por uma mandala de flores e pétalas. A seguir o casal vai até a mesa cerimonial e realiza a purificação, lavando as mãos com água e sal grosso. Então se viram de frente para os convidados e aguardam a entrada do dagdas ( pessoas escolhidas pelos noivos para as bençãos) e dos padrinhos, que entram trazendo as oferendas, objetos que representam os 4 elementos da natureza- terra, fogo,água e ar. Os noivos recitam declarações de amor feitas previamente e há música para cada momento(neste ponto não está muito longe do nosso). O ponto alto da cerimônia é a troca de alianças, que são levadas pelas mães do casal (que lindo!). Há também durante o evento várias homenagens prestadas por parentes e amigos ao casal. Os trajes dos noivos são batas, vestidos confortáveis ao estilo medieval, mas não há rigidez quanto a isto , o que vale é respeitar o estilo de cada casal.